Uma das principais tendências do mercado fitness brasileiro e mundial é o Treinamento Funcional ou Ginástica Funcional. No Brasil desde o ano 2000, o Treinamento Funcional tem trazido aos seus usuários muitos benefícios e tem mostrado que não será somente uma febre de momento, mas uma realidade do mercado. Em alguns centros do País já temos academias especializadas somente em exercícios funcionais com toda estrutura de equipamentos e professores. Nessa mesma vertente, cresce também o número de profissionais da área preocupados em atualizar-se neste ramo de trabalho, realizando cursos de aperfeiçoamento pelo País a fora.
Os exercícios funcionais têm como objetivo trabalhar e desenvolver as musculaturas do Core, centro de força e equilíbrio do corpo, enfatizando as musculaturas mais profundas do assoalho pélvico. As principais musculaturas envolvidas são: reto abdominal, os oblíquos do abdome, o transverso abdominal, multífideo, o quadrado lombar e as musculaturas da paravertebral.
Uma das características do exercício funcional é adaptar as AVD’s, atividades da vida diária, para as salas de ginástica. Muitas vezes, em nosso dia a dia, fazemos movimentos teoricamente “contra indicados” pela biomecânica e, por esse motivo, o treinamento funcional também tem a função de preparar o indivíduo para essas situações, evitando assim o aparecimento lesões.
O exercício funcional pensa sempre no movimento e não somente na musculatura trabalhada. Para isso, seus movimentos englobam sempre um conjunto de musculaturas. Outra característica importante é enfatizar as espirais dos movimentos, tão constante em nossas AVD’s, como por exemplo, girar uma maçaneta, ligar o carro, etc.
Muitos autores justificam esse trabalho com o fato de que uma pessoa só pode apresentar equilíbrio mental se passar pelo equilíbrio físico (dinâmico e estático). Assim, os exercícios funcionais visam estimular essa questão, exigindo ao praticante muita concentração e controle mental. Outras qualidades apresentadas são de estimular a coordenação, força, resistência muscular, ritmo, agilidade e flexibilidade. Para isso, são utilizados diferentes tipos de materiais e implementos. Os principais são as bolas de fitball, medicine ball, elásticos, pranchas proprioceptoras, giro-plano, bosu, halteres, mini-trampolim e pequenas rampas. Mas, primordialmente, o uso da própria sobrecarga corporal se faz muito importante.
Os exercícios funcionais têm atendido a diferentes grupos de praticantes. A fim de prevenir lesões e melhorar a performance, atletas graduados do mundo todo tem desenvolvido esse trabalho. Wanderlei Silva, Atleta de vale-tudo, Serena Willians, tenista, time de futebol juniores do Corinthians são apenas alguns exemplos. Outro grupo de praticantes são as crianças e os adolescentes, já que os exercícios funcionais apresentam imensa melhora postural. Os idosos também são beneficiários principalmente por apresentar maior independência nas atividades diárias.
Por apresentar bastante dinamismo e caráter lúdico, os exercícios funcionais podem ser usados por todo tipo de pessoas, claro que levando-se em consideração todos os princípios básicos treinamento, como a Individualidade Biológica.
Você, amante da prática de atividade física, não deixe de experimentar essa nova emoção que são os exercícios funcionais.
E você, Professor, fique atento para essa nova realidade.
(555 Exibições)