A osteoporose é uma doença caracterizada pela perda de massa óssea, tornando o osso mais frágil, sendo o principal fator para o risco de fraturas no fêmur e vértebras lombares. Acomete milhões de pessoas no mundo inteiro, sendo observado o maior número de casos em mulheres em pós-menopausa. Tal fato está relacionado à depleção hormonal, principalmente do hormônio estrogênio, e de seus receptores no osso.
A reposição hormonal tem sido recomendada no tratamento e na prevenção da osteoporose, no entanto, a sua utilização é ainda vista com certa indiferença pela classe médica. Não se conhece realmente a relação custo benefício da utilização do hormônio, pois fatores como: o custo do tratamento, o tratamento prolongado, volta da menstruação em algumas mulheres e a relação com episódios de câncer de mama parecem inviabilizar, ou pelo menos, tornar essa opção questionável.
Tem sido demonstrado a influência positiva da atividade física para o esqueleto, além do aumento e da manutenção da densidade mineral óssea (DMO) em pessoas idosas. Alguns estudos verificaram que a DMO em atletas está relacionada com o tipo de atividade que os mesmos desenvolviam, e esta relação é positivamente associada para atividades de alto impacto, tais como voleibol e ginástica olímpica. Desta forma, entende-se que o osso responde ao impacto ou “stress” que lhe é oferecido, ou seja, a tensão gerada principalmente nas suas extremidades é responsável pelo crescimento e manutenção óssea.
No entanto, a DMO tem sido também associada à atividades que requerem tensão muscular, como levantamento de pesos por exemplo. Os mecanismos pelas quais altas tensões musculares interferem na DMO ainda encontram-se inconclusivos, mas já se sabe que o treinamento de força, comumente conhecido como musculação, exerce importante papel na DMO em pessoas acometidads com a osteoporose.
Pesquisadores da universidade de Erlangen na Alemanha, observaram pelo período de 2 anos, mulheres osteopênicas sedentárias submetidas ao treinamento de força, ou seja, realizaram exercícios de musculação para todas partes do corpo. Avaliaram através do DEXA (dual energy x-ray absorptiometry) a densidade mineral óssea nas vértebras lombares L1-L4, na cabeça do fêmur e ossos do punho, as medidas foram realizadas no início, 1 ano e 2 anos após o treinamento.
Também foi aplicado um questionário que avaliava a freqüência e a intensidade de dores em diversas regiões do corpo. Um dado importante neste estudo, é que estas mulheres foram divididas em grupos de treinamento diferenciados, um grupo fazia treinamento tradicional de musculação, ou seja, realizavam séries de 8 a 12 repetições com cargas que variavam de 70 a 90% de 1 RM (repetição máxima) e o outro grupo realizava o mesmo treinamento, porém, a velocidade de execução era feita com a maior intenção de velocidade possível na fase concêntrica (momento onde se vence a resistência), caracterizando desta forma um trabalho para potência muscular.
Após dois anos de treinamento, o grupo que treinou de forma tradicional apresentou uma perda de –2,4% de massa óssea, enquanto que o grupo que treinou potência, realizando repetições de forma rápida, apresentou uma perda de 0,3%. Os parâmetros da incidência de dor, principalmente na espinha lombar, também foram favoráveis ao grupo que treinou potência.
Sabe-se que de alguma forma osso reage a tensões, principalmente em extremidades, e que atividades que apresentam alto impacto representam as mais indicadas para ganho e manutenção da massa óssea. Porém, tem sido atribuído ao treinamento de força, efeitos benéficos sobre a DMO. No entanto, como as forças externas geradas pela contração muscular agem sobre as forças internas ao osso ainda não se sabe, mas acredita-se que o aumento da tensão nos tendões gerados, por exemplo, pelo treinamento de potência, pode de alguma forma representar um mecanismo de adaptação responsável pela manutenção da DMO.
Apesar de especulativo, este mecanismo, é de fato verificável nos estudos que avaliam os efeitos da musculação sobre a massa óssea.
No que diz respeito a segurança não foram relatados nenhum tipo de lesões ou qualquer incidente, que envolvessem idosos ou osteopênicos em exercícios de força, demonstrando ser uma atividade muito segura e eficiente.
Em caso de dúvida, procure um médico para ter um diagnóstico preciso da osteoporose. Comece então a questionar-se sobre àquela caminhada que você fica eternamente fazendo no calçadão e procure um profissional de educação para começar a praticar exercícios de força e potência. Com certeza irá favorecer-se dos benefícios mais do que comprovados que este tipo de treinamento trás para saúde e para uma melhor qualidade de vida.
(1483 Exibições)
xPO5PX humjgwmitkfl, [url=http://chagrddjoccc.com/]chagrddjoccc[/url], [link=http://gtgnbuofozur.com/]gtgnbuofozur[/link], http://iigniozebdmf.com/
xPO5PX humjgwmitkfl, [url=http://chagrddjoccc.com/]chagrddjoccc[/url], [link=http://gtgnbuofozur.com/]gtgnbuofozur[/link], http://iigniozebdmf.com/
Mny4yZ ypvbzsjkvfbh, [url=http://cogybqqwkwfk.com/]cogybqqwkwfk[/url], [link=http://yrbfrxcbucff.com/]yrbfrxcbucff[/link], http://bcqvwptjvehn.com/
JRdPrn vwojlpandbtc, [url=http://yufkzlbswcnc.com/]yufkzlbswcnc[/url], [link=http://godomueopavo.com/]godomueopavo[/link], http://npuenmzoaxgl.com/
RTympe nyrdlxuzevag, [url=http://pvzgredxzlnw.com/]pvzgredxzlnw[/url], [link=http://kuzswtkicxij.com/]kuzswtkicxij[/link], http://ebfyeotkhwwl.com/
gostaria de saber qual o melhor metodo para tratar de um aluno com osteoporose no femur.
obrigado desde ja.